sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Briga é registrada na Câmara de Madalena após pedido de cassação de vereador por atestado falso

Uma briga foi registrada na Câmara Municipal de Madalena, na tarde desta quinta-feira (7), durante o pronunciamento de um vereador que é alvo de um pedido de cassação do mandato, por quebra de decoro ao usar um atestado médico falso, conforme a denuncia protocolada no local. O denunciado seria o vereador João Paulo Ribeiro da Rocha, conhecido popularmente como João da Pipa, que se envolveu na briga, mas foi contido por outras pessoas que presenciaram a confusão.
O tumulto teve início durante o pronunciamento do vereador sobre o pagamento retroativo dos servidores do município. Na ocasião, um grupo de pessoas a favor do político discutiu com outro contra. Após a confusão, a sessão na câmara municipal foi encerrada.
Em um vídeo gravado pelo vereador João da Pipa e divulgado em uma rede social, o político alega sofrer perseguições e  se coloca à disposição da população e da Câmara para prestar esclarecimentos sobre a acusação. O político classificou a denúncia como “armação feita por pessoas levianas que não têm coragem de trabalhar, para atingir um grupo político que está fazendo diferente".
Denúncia 
Segundo o autor do pedido de cassação, que já foi protocolado pela Promotoria de Justiça da cidade, o vereador teria apresentado um atestado médico falso para justificar a ausência em uma sessão ordinária da Câmara ocorrida em 13 de dezembro de 2018.
Conforme as informações apresentadas no documento, no dia do atestado em que alegou doença, João da Pipa estaria assistindo um jogo de futebol da Seleção Feminina de Madalena no estádio Castelão, em Fortaleza.
De acordo com a denúncia, no dia 19 de dezembro João da Pipa apresentou o atestado ao presidente da câmara municipal, Paulo Cezar Rocha Craneiro, que enviou ofício à direção do Hospital e Maternidade Mãe Totonha, que constava no documento, solicitando cópia das fichas de atendimento do vereador.
Após a entrega dos documentos pelo hospital foi constatado que o médico Keller Fonseca, que teria assinado o atestado, não havia realizado atendimento na unidade de saúde na referida data de 13 de dezembro. Além disso, o nome de João da Pipa aparece nas fichas de atendimento na última linha, porém preenchido com outra letra e sem a assinatura do paciente.
Fonte DN
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