Prisão de Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro é mantida: entenda o caso e o andamento legal.


O coronel Marcelo Costa Câmara, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, foi preso em 18 de junho de 2025, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

A decisão foi tomada no âmbito da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma suposta trama para tentativa de golpe de Estado e obstrução das investigações relacionadas ao ex-presidente.

Segundo o STF, Marcelo Câmara teria descumprido medidas cautelares, como manter contatos proibidos, acessar informações sigilosas e usar redes sociais para burlar as restrições impostas. Um dos pontos mais graves foi a tentativa, por meio de seu advogado, de obter cópia da delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid.

Após audiência de custódia nesta terça feira (19), Moraes decidiu manter a prisão preventiva do coronel, alegando:

•Risco à ordem pública e à credibilidade da Justiça;

•Reiteração de condutas ilícitas, mesmo após medidas cautelares;

•Possível obstrução de Justiça.

Na mesma decisão, Moraes instaurou um inquérito contra Marcelo Câmara e seu advogado, Eduardo Kuntz, para apurar a tentativa de acesso indevido a documentos sigilosos da investigação. Ambos deverão prestar depoimento à Polícia Federal.

Prisão preventiva: segue em vigor, sem previsão de revogação, pois o STF entende que outras medidas seriam insuficientes.

Inquérito instaurado: apura crimes de obstrução de Justiça e desobediência a ordem judicial.

Depoimentos: Marcelo Câmara e Eduardo Kuntz deverão ser ouvidos pela Polícia Federal dentro do prazo de 15 dias após a decisão de Moraes.

Possíveis desdobramentos:

Caso se confirme a obstrução, eles podem ser denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crime autônomo;

O processo principal da Operação Tempus Veritatis, que investiga a organização de uma tentativa de golpe, pode usar essas novas provas para reforçar acusações contra integrantes do entorno de Bolsonaro;

A defesa deve tentar novos pedidos de habeas corpus, mas até agora todos foram negados.







Postar um comentário

0 Comentários