Uma nova forma de viajar está sendo construída em Salitre, no Cariri cearense. Mais do que lazer, trata-se de uma oportunidade de reconhecer a herança da população negra, compreender sua história, mergulhar na cultura e resgatar a ancestralidade. No dia 9 de agosto, a prefeitura lançou oficialmente a rota afroturística do município, que coloca as comunidades afrodescendentes no centro e evidencia o seu protagonismo.
A iniciativa é fruto da parceria entre a Secretaria de Cultura, Juventude e Turismo do município, o Museu de Geodiversidade e as associações quilombolas locais. O projeto destaca elementos como culinária, danças, espiritualidade, artesanato e saberes tradicionais, além de preservar histórias de luta e resistência.
O movimento se conecta ao Guia do Afroturismo no Brasil: Roteiros e Experiências da Cultura Afro-Brasileira, elaborado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Unesco. O documento reúne iniciativas de afroturismo em todo o país, com base nas contribuições de afroempreendedores, comunidades e órgãos públicos. Até o momento, o Ceará ainda não aparece no guia — e a rota de Salitre surge como um passo importante para mudar esse cenário.












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