O prefeito admitiu que nomeou o Secretário Executivo de Desenvolvimento Rural em decorrência do apoio eleitoral. Em outras palavras, ele confessou que a máquina pública foi usada para beneficiar interesses particulares e não o coletivo.
Segundo o próprio chefe do Executivo, os cargos foram usados como “ficha de amnistia”, já que o próprio havia declarado sua dívida de gratidão. Trata-se de um problema estrutural gravíssimo.
Não é preciso ser jurista para perceber a gravidade da declaração. O ato fere a Constituição, que exige moralidade e impessoalidade na administração pública. A nomeação descompromissada com a técnica e a competência representa afronta à lógica democrática, pois compromete a confiança da população em seus representantes.
Em resumo, quando a máquina municipal serve apenas como moeda de troca eleitoral, a cidade inteira perde: perde eficiência administrativa, credibilidade institucional e, sobretudo, a confiança do povo.












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