O Ministério da Saúde e o Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmaram, nesta terça-feira (30), um surto de intoxicação por metanol em São Paulo, que já soma 17 casos suspeitos e três mortes confirmadas. As ocorrências estão sendo monitoradas desde agosto e chamaram atenção pelo crescimento atípico em um curto espaço de tempo.
Casos em alta
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a média histórica do Brasil é de cerca de 20 registros por ano. No entanto, apenas entre agosto e setembro, já foram contabilizados 17 casos suspeitos no estado paulista. “A partir de setembro se identificou quase metade daquilo que normalmente se registra ao longo de um ano. Isso é muito atípico”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) identificou ainda 13 casos suspeitos em investigação: cinco pessoas receberam alta, cinco seguem em apuração e três permanecem internadas. Já o Centro de Vigilância Sanitária Estadual (CVS) confirmou seis casos e investiga, ao todo, 10 ocorrências em São Paulo.
Sintomas
Padilha destacou que os sintomas podem surgir até 12 horas após a ingestão da bebida adulterada, o que dificulta o diagnóstico rápido. Entre os sinais mais comuns estão dores abdominais intensas em forma de cólica, diferentes de uma simples azia, e alterações visuais, como flashes de luzes ou a chamada “pedra visual”.
“Esses sintomas precisam acender um alerta imediato para a possibilidade de intoxicação por metanol”, frisou o ministro.
Ação da Polícia Federal
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar a procedência das bebidas adulteradas e a rede de distribuição. Também será apurada a possível participação de facções criminosas no esquema e a existência de casos fora de São Paulo.
“A ação da entrada da PF é por suspeitas de que há uma relação com organização criminosa e impacto nacional”, explicou Padilha.
Risco à saúde
O metanol é uma substância altamente inflamável e tóxica, capaz de causar graves danos à saúde humana, inclusive risco de morte. As autoridades reforçam o alerta para que a população evite o consumo de bebidas alcoólicas de origem duvidosa.
O Governo Federal segue mobilizado para conter o surto e garantir o acompanhamento dos casos em todo o país.














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