A licença parlamentar da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) chega ao fim nesta quinta-feira (2/10). O afastamento, concedido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia sido autorizado por 120 dias, a partir de 5 de junho, sob a justificativa de “interesse particular”.
Com o término do prazo, a Câmara passará a contabilizar as faltas da parlamentar, que atualmente está presa na Itália, após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Condenações no STF
Zambelli foi sentenciada a 10 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de invasão de sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica. Além disso, recebeu outra pena de 5 anos e 3 meses em regime semiaberto por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
Caso em São Paulo
As acusações que levaram à condenação incluem o episódio ocorrido em outubro de 2022, durante o segundo turno das eleições presidenciais. Na ocasião, a deputada foi flagrada perseguindo, armada, o jornalista Luan Araújo, apoiador do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no bairro Jardins, em São Paulo.
Situação política
Com o fim da licença, a ausência de Zambelli nos trabalhos legislativos pode abrir caminho para discussões sobre perda de mandato, já que a Constituição prevê punições em casos de faltas não justificadas. A expectativa é de que a Mesa Diretora da Câmara acompanhe de perto o desenrolar jurídico e político do caso, enquanto a defesa da parlamentar segue recorrendo das condenações.



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