Um mês preso, Bolsonaro tenta comandar o PL da “Papudinha” e manter influência eleitoral

 


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa, neste domingo (15/2), um mês preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (19º BPM), conhecido como Papudinha. Ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão após condenação por liderar a trama golpista. Mesmo em regime de isolamento, o ex-mandatário tem buscado preservar sua influência política, centralizando decisões sobre candidaturas e alianças do PL em todo o país.

Bolsonaro foi transferido em 15 de janeiro para a Sala de Estado Maior no complexo penitenciário, depois de permanecer por pouco mais de dois meses na superintendência da Polícia Federal. Na decisão que autorizou a mudança, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mencionou as reclamações apresentadas pela defesa do ex-presidente durante a detenção e afirmou que, apesar da “total ausência de veracidade nas alegações”, não veria impedimento para a transferência a uma cela considerada “ainda mais confortável”.

Em ano eleitoral, Bolsonaro tenta converter o espaço em uma espécie de “Quartel-General” da oposição, articulando a formação de palanques e alianças. As visitas recebidas têm servido para discutir nomes do PL e de partidos aliados, numa estratégia para manter-se como principal liderança do grupo e preservar seu capital político.

Movimento semelhante já havia sido adotado durante o período de prisão domiciliar no Solar de Brasília. Reportagem do Metrópoles apontou que, nos primeiros 100 dias naquela condição, Bolsonaro recebeu 33 políticos, dos quais 26 eram parlamentares.

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