A contratação de serviços de saúde com valores milionários pela Prefeitura de Potengi, sob a gestão do prefeito Salviano Alencar (PDT), tem gerado forte repercussão e debate entre moradores do município.
De acordo com dados do Portal da Transparência dos Municípios, o Instituto Forza Instituto de Gestão, Operacionalização e Assistência à Vida, com sede em Fortaleza — foi contratado para atuar na rede pública de saúde local. Apenas em 2025, os contratos firmados com o instituto somam R$ 12.697.032,00, dos quais já foram pagos R$ 3.650.900,97.
O volume de recursos chama atenção, especialmente considerando o porte do município. Potengi possui cerca de 8.833 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE. A rede municipal de saúde é composta por quatro postos de saúde, cinco equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), um hospital municipal e três centros de saúde.
Outro ponto que tem gerado questionamentos é a proporção desses contratos em relação ao orçamento municipal. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de Potengi prevê um total de R$ 113.384.943,84, o que faz com que os valores destinados ao instituto representem uma parcela significativa dos recursos públicos.
Moradores e lideranças locais têm levantado dúvidas sobre a compatibilidade entre os valores contratados e a estrutura existente no município, além de cobrarem maior transparência na aplicação dos recursos.
O assunto ganhou ainda mais repercussão após a informação de que o Instituto Forza também presta serviços ao município de Choró, no Ceará.
A cidade ficou conhecida nacionalmente após crises políticas e investigações conduzidas pela Polícia Federal, como a operação “Vis Occulta”, que apura suspeitas de compra de votos, fraudes em licitações e possíveis ligações com organizações criminosas.
O caso envolvendo o ex-prefeito Bebeto Queiroz, eleito em 2024 e que permaneceu foragido por mais de um ano, ampliou a atenção sobre contratos firmados naquele município. Apesar disso, não há, até o momento, confirmação de irregularidades envolvendo o Instituto Forza em Potengi.
Ainda assim, o histórico de atuação em municípios sob investigação tem sido citado por moradores como motivo adicional para cobrança de fiscalização rigorosa.
Diante dos valores expressivos e do impacto direto na saúde pública, cresce a pressão por mais transparência nos contratos firmados pela gestão municipal.
Especialistas apontam que contratações dessa magnitude exigem acompanhamento detalhado por órgãos de controle, como Tribunais de Contas e Ministério Público, além da fiscalização do Legislativo municipal.
A população segue cobrando esclarecimentos sobre a destinação dos recursos e a efetividade dos serviços prestados, em um cenário que coloca a gestão da saúde pública no centro do debate em Potengi.Tentamos falar com a secretaria de saúde municipal mas não conseguimos, segue espaço aberto para resposta.
Com informações do Caririensi.







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