Nesta terça-feira (17), 14º dia de buscas por Vitória Figueiredo Barreto, 30, no Reino Unido, família e amigos cobraram envolvimento de autoridades brasileiras, entre políticos e representantes do Itamaraty, para pressionar bancos e empresas de telefonia a quebrarem o quanto antes os sigilos bancários e telefônicos da cearense.
O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) autorizou neste fim de semana, à família, todas as quebras solicitadas, com intuito exclusivo de complementar as investigações policiais e consulares que buscam desvendar o paradeiro da psicóloga. Ela é dada como "desaparecida" pela família desde o último dia 3 de março, em Essex, na Inglaterra.
Em transmissão ao vivo no Instagram, as psicólogas Milene Zanoni e Liliane Além-Mar, amigas de Vitória, compartilharam o temor dos mais próximos de que o caso se torne "mais um que vai ser encerrado sem nenhuma informação". "A gente não abandona os nossos", ressaltou Zanoni, apelando para a solidariedade característica dos brasileiros.
Mais enfática, Liliane criticou a falta de acompanhamento do caso pelo Itamaraty e pelo Consulado-Geral do Brasil em Londres. "Itamaraty e Consulado não estão acompanhando", garantiu, acrescentando que os órgãos alegam que tudo o que podia ser feito por eles — no caso, apenas acionar as autoridades policiais locais — já foi feito. "Cadê o acesso aos cartões [de crédito]? Ainda não conseguimos acesso às contas", frisou a amiga.
O acesso aos movimentos bancários de Vitória pode ajudar a Polícia de Essex, que está à frente das investigações, a entender o percurso que a cearense está fazendo após deixar Brightlingsea em um barco e descer em Bradwell-on-Sea. "Se ela já tiver passado cartão em algum lugar, isso vai direcionar as nossas buscas. A gente precisa dessas informações. As autoridades brasileiras precisam ajudar e muito", pediu Liliane.







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