Justiça Militar do Ceara autoriza PMs acusados de integrar milícia em Fortaleza a retornar a funções administrativas

 


A Justiça Militar do Ceara autorizou que dois policiais militares denunciados pelo Ministério Público Estadual por suposta participação em milícia em Fortaleza retornem ao exercício de funções administrativas. O sargento José Célio Ferreira Cavalcante e o cabo Anderson Cordeiro de Sousa Eufrásio haviam sido presos e cumpriam medidas cautelares com uso de tornozeleira eletrônica

 Nas últimas semanas, decisões judiciais substituíram as medidas de recolhimento domiciliar noturno, monitoramento eletrônico e afastamento das atividades policiais por outras restrições. Entre elas estão:

➡️ comparecimento periódico em juízo;
➡️ proibição de contato, por qualquer meio, com corréus e testemunhas;
➡️ impedimento de frequentar locais que possam comprometer a ordem processual ou a segurança pública.

José Célio e Anderson foram denunciados ao lado de outros quatro policiais militares, sob acusação de integrarem, em tese, organização criminosa formada majoritariamente por agentes de segurança pública. Segundo a denúncia, o grupo teria como objetivo a prática de crimes como extorsão, comércio ilegal de armas de fogo, tráfico de drogas e homicídios.

A defesa dos dois PMs sustentou que ambos vinham cumprindo regularmente o monitoramento eletrônico, sem qualquer registro de descumprimento das determinações judiciais.

Outro réu na mesma ação é o cabo Igo Jefferson Silva de Sousa, conhecido como “Igo Negão”, que responde a processos por supostos crimes relacionados a milícia com atuação na região do Grande Pirambu.

As defesas dos demais acusados não foram localizadas pela reportagem. O espaço permanece aberto para futuras manifestações.

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