O presidente do União Brasil, Antonio Rueda, admitiu na quarta-feira (18/3) que advogou para o banco Master.
Rueda disse ter feito “dezenas de pareceres e centenas de reuniões, incluindo mais de 1.000 audiências, cerca de 20 mil protocolos e aproximadamente 400 acordos” para a instituição financeira, por meio do escritório Rueda e Rueda.
Na nota, ele afirma que não teve irregularidades no serviço, tendo exercido “atividade profissional legítima, regular e plenamente compatível com o exercício da advocacia no país”. A fala contradiz declaração dada por ele há dois dias, quando disse ao Metrópoles não ter qualquer relação com Daniel Vorcaro, ex-dono do Master.
O nome de Rueda foi citado em trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB. No diálogo, Costa conta ter tido um encontro com Rueda e que o político gostaria de se reunir com Vorcaro. As mensagens foram extraídas do celular do banqueiro.
“O presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, não comenta diálogos privados obtidos ou divulgados de forma irregular. Esclarece apenas que não possui qualquer relação com o empresário Daniel Vorcaro, além de contatos sociais eventuais, como ocorre com diversas pessoas do meio político e empresarial”, disse Rueda em nota na terça-feira (17/3) após a divulgação do diálogo.
De acordo com reportagem da Revista Piauí publicada nessa quarta-feira (18/3), Rueda atuou em ao menos um processo envolvendo o Master. O caso é uma ação movida, em 2024, contra o banco pelo Instituto Defesa Coletiva, entidade que advoga pelos direitos dos consumidores. Na época, as operações do Master já sofriam suspeitas de irregularidades.
De acordo com apuração da coluna Andreza Matais, Antonio Rueda afirmou a mais de um interlocutor que ganharia bilhões com a concretização da venda do Banco Master ao BRB.
A venda, no entanto, foi vetada pelo Banco Central devido a riscos altos aos ativos do banco.







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