A Justiça do Ceará decidiu mandar soltar o policial militar Everaldo Moreira Florêncio, acusado pelos crimes de homicídio e coação de testemunha no decorrer do processo. A reportagem apurou que, dias antes da decisão proferida a favor do agente, o acusado, ainda preso, recebeu intimação acerca de uma audiência do processo que responde.
No dia 11 de março de 2026, um oficial de Justiça intimou o policial militar ligando para o número do próprio denunciado para informar sobre a audiência que aconteceria nos próximos dias.
Documentos que o Diário do Nordeste teve acesso mostram que, segundo o oficial, foi explicado "integralmente o teor do mandado em apreço e informei-lhe que o enviaria pela mesma plataforma, tendo sido devidamente confirmado o recebimento".
Ela ressalta ter adotado "as cautelas necessárias para confirmar a identidade do intimando, assegurando a idoneidade do meio de comunicação" e confirma ter intimado Everaldo, mesmo quando ele ainda estava detido, no presídio militar localizado em Fortaleza.
O PM estava solto desde fevereiro de 2023 até que, em dezembro do ano passado, a Justiça determinou a prisão do sargento, por ele ter supostamente tentado interferir no processo colocando a instrução criminal em risco. O policial teria ameaçado pelo menos uma testemunha do caso do assassinato da vítima Weider Pereira de Oliveira.
O Ministério Público do Ceará informou, em nota, que o promotor de Justiça Rafael Matos de Freitas Morais está designado para acompanhar o caso. A prisão preventiva do sargento foi substituída por medidas cautelares menos gravosas e com duração inicial de seis meses.







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