O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), impondo uma derrota histórica ao Palácio do Planalto.

 


O Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), impondo uma derrota histórica ao Palácio do Planalto.


Em votação secreta, 42 senadores foram contra a aprovação de Messias para o STF. Do outro lado, 34 foram a favor do indicado por Lula. No entanto, eram necessários 41 senadores favoráveis para Messias assumir a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso, que adiantou a aposentadoria em outubro do ano passado.

Mais cedo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Messias havia sido aprovado por 16 votos a 11, após cerca de oito horas de sabatina.

A queda de Messias teria sido orquestrada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que fazia campanha para o aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) assumir o STF. Alcolumbre pressionou a rejeição do advogado-geral da União, fortalecendo o embate entre o Senado e Lula.

A oposição declarada a Jorge Messias contou com cerca de 30 senadores, especialmente do PL, Novo, Republicanos e PP. A bancada evangélica da direita já havia expressado rejeição ao advogado por apontarem uma aproximação maior dele ao PT do que ao conservadorismo.

Antes de Messias, os placares mais apertados nas votações de indicados para o STF haviam sido os de André Mendonça (governo Jair Bolsonaro) e Flávio Dino (governo Lula 3), que tiveram 47 votos favoráveis.

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