'Tropa do Marset': cearenses presos na Bolívia se aliaram a megatraficante da América Latina



 Os cearenses nascidos em Itapipoca e apontados como chefes de um núcleo da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), Felipe Anderson Pinho de Sousa, o 'Felipe Pacote', e Gleison Gomes de Oliveira, o 'Zé Caboclo', tinham se aliado há meses a um dos maiores traficantes da América Latina.

'Pacote' e 'Zé Caboclo' integravam a 'Tropa do Marset',uma referência ao uruguaio Sebastián Marset, que até o início deste ano de 2026, figurava entre os cinco narcotraficantes mais procurados pelo Departamento Antidrogas dos Estados Unidos, a DEA. Agora, os três investigados estão presos.

Pelo menos mais um cearense ainda participa da 'Tropa do Marset' e segue sendo procurado pelas autoridades. Este terceiro investigado também estaria na Bolívia, onde 'Pacote' e 'Zé Caboclo' foram presos nesse fim de semana, em uma operação internacional. 

De acordo com o supervisor-chefe da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), delegado federal Daniel Pinheiro Ramos, um vídeo amplamente divulgado nas redes sociais mostra a 'Tropa do Marset' em posse de um "forte material bélico". 

"Esses presos mantinham um elo com esse narcotraficante, que atua no exterior e foi recentemente detido. Por meio dessas informações e através dessa parceria e desse vínculo institucional, entramos em contato diretamente com a Polícia boliviana".

A ação resultou na apreensão de 19 armas (sendo 15 fuzis), pistolas e carabinas, além de fardamentos da Polícia boliviana e veículos do tipo viatura.

QUEM É SEBÁSTIAN MARSET

Sebastian Enrique Marset Cabrera tentou atuar como jogador de futebol profissional e esteve no Brasil usando identidade falsa. 

Em 2025, ele fez um pacto com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou o narcotraficante ameaçando guerra nas fronteiras: "seja onde for, estamos preparados para fazer guerra com quem for... eu não me importo com ninguém, estamos sempre prontos", disse o uruguaio, desafiando as autoridades.

Quatro meses depois da publicação, Marset foi preso.

O escritório de Narcóticos Internacionais do Departamento de Estado dos Estados Unidos chegou a oferecer US$ 2 milhões, cerca de R$ 10 milhões por informações que levassem à sua captura.

Quando a prisão aconteceu, o DEA comemorou nas redes sociais: "O reino de terror e o caos de Sebastián Marset terminou". Além do vínculo com o PCC, o homem seria próximo à máfia 'Ndrangheta italiana.

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