Candidata ao Senado na chapa do governador Elmano de Freitas (PT), a deputada federal Luizianne Lins (Rede) negou resistência interna para ser confirmada dentro da chapa do governador Elmano de Freitas (PT) à reeleição. A parlamentar defendeu que a postulação ganhou força por um “movimento da sociedade”.
A candidatura de Luizianne ao Senado foi oficializada pela Federação Psol-Rede em 30 de julho, com caráter independente. No entanto, a política só foi confirmada na composição de Elmano em 5 de agosto, após o grupo governista não conseguir o apoio da Federação União Progressista, que está na chapa de Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Estado.
Durante sabatina no programa Bom Dia Ceará, da TV Verdes Mares, na manhã desta terça-feira (1º), Luizianne respondeu questionamentos sobre as indefinições que envolveram a escolha dela como segundo nome da chapa ao Senado, em dobradinha com o senador Cid Gomes (PSB), que busca a reeleição.
SAÍDA DO PT
Luizianne também comentou a desfiliação do PT após 37 anos de partido, um processo que envolveu uma série de críticas da parlamentar à condução da agremiação no Ceará. Mesmo assim, ela defendeu uma “força-tarefa” para evitar um retorno ao que chamou de “necropolítica”.
ATUAÇÃO PARLAMENTAR
Luizianne Lins também falou sobre a relação do Congresso Nacional com o Supremo Tribunal Federal (STF). A parlamentar entende que a harmonia entre os Poderes estaria ameaçada pelo desejo da extrema direita de “ter controle sobre o Judiciário”.A entrevista também tratou da participação de Luizianne na missão internacional de ajuda humanitária a Gaza, no Oriente Médio, em setembro do ano passado. A parlamentar defendeu a atuação no exterior, ao dizer ser uma “defensora de direitos humanos radical”. “No dia em que o Ceará estiver passando por dificuldade, eu gostaria muito que tivesse missões humanitárias que viessem aqui nos ajudar”, enfatizou.

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