quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Desafio virtual usa o medo para colher informações e levar crianças ao suicídio

Um novo desafio virtual está colocando as crianças brasileiras em risco. Conhecido como “Desafio da Boneca Momo”, o jogo influencia as crianças a cometerem suicídio por sufocamento e já causou a morte de um menino de nove anos em Recife (PE).
Pelo aplicativo WhatsApp, as crianças são induzidas a cumprir os “desafios” através do medo, visto que a “boneca momo”, imagem utilizada pelos hackers, é uma estátua japonesa cujo rosto é meio humano, meio pássaro, com olhos esbugalhados, que no conjunto se transforma em uma figura aterrorizante.
Vários números utilizados pelos hackers são de fora do Brasil. Eles mandam links para as crianças via WhatsApp, dizendo que caso elas não cliquem na imagem, a boneca momo irá atrás delas.
Imagem utilizada pelos rackers
Conforme as crianças avançam no jogo, os hackers conseguem informações pessoais das vítimas e das famílias e as utilizam para que elas continuem aceitando cumprir os desafios. O principal seria o do sufocamento, que faz a criança “testar” quando tempo consegue ficar sem respirar, levando-a enforcar a si mesma para concretizá-lo.
 A criança que morreu em Recife (PE) – um menino de nove anos – foi encontrada pela mãe enforcada por um fio de náilon em uma árvore, no quintal de casa, no dia 15 deste mês. O caso aconteceu no Bairro do Cordeiro, na Zona Oeste da cidade. Os pais e os vizinhos chegaram a socorrer o menino com vida, mas ele não resistiu e morreu no hospital dezesseis horas depois.
 Segundo a Polícia Civil, em Mato Grosso ainda não foram identificadas, até o momento, ocorrências referentes ao desafio da boneca momo. O delegado Cláudio Álvares de Santana, da Delegacia de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Várzea Grande, citou a importância de os pais terem total controle sobre o que os filhos estão acessando na internet.
 “Em uma residência que ainda tem o computador da casa, a orientação é sempre deixá-lo em uma sala, em local de fácil visualização de todos da residência. E no smartphone é de total importância que os pais tenham o controle sobre o que os filhos estão conversando, acessando, o que os filhos estão fazendo na internet”, disse o delegado.
 Cláudio Álvares afirmou que esse controle pode evitar não só o suicídio nesses casos de desafios, mas também o crime de pedofilia, recorrente na internet.
 “Aquela alegação de direito de privacidade, a gente tem que ter uma ressalva quando se trata de crianças. O pai tem que ter acesso, sim, e tem que ter ciência do que o filho, que é criança, ou adolescente, está acessando no smartphone ou no computador”, afirmou o delegado.
 Os criadores, ou os influenciadores desses jogos poderão ser indiciados por induzimento ou instigação ao suicídio. Porém, o delegado Eduardo Botelho, coordenador de Inteligência Tecnológica da Polícia Civil – que possui a Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (GECAT) – diz que o crime de auxílio ao suicídio só pode ser investigado quando a vítima sofre lesão corporal considerada grave, ou vem a falecer.
 “Então, o que nos resta é buscar uma relação próxima entre pais e filhos, para que os filhos sintam confiança nos pais e conversem sobre qualquer assunto, sem existência de tabu. Porque é muito melhor, na prática, que os pais possam conversar com os filhos sobre assuntos mais polêmicos, por exemplo, sexo, drogas e início da puberdade, do que uma pessoa estranha, que pode acabar influenciando o pré-adolescente a escolher um caminho equivocado”, disse o delegado.
 Botelho completou afirmando que a internet fornece todo tipo de informação, mas as crianças e os adolescentes ainda não têm maturidade para lidar com toda essa facilidade, e, por isso, é importante que sempre tenha um adulto por perto, limitando o acesso.
 Desafio da Baleia Azul
Em 2017, outro jogo virtual causou várias vítimas no Brasil. O “Desafio da Baleia Azul” fazia com que as crianças cumprissem cerca de 50 provas, levando-as, no final, a cometerem suicídio. Em Mato Grosso, ao menos uma vítima fatal foi confirmada, uma menina de 16 anos, na cidade de Vila Rica (1.270 km de Cuiabá).
 A Rede Salesiana Brasil de Escolas – responsável em Cuiabá por colégios como o São Gonçalo, o Coração de Jesus e o Santo Antônio –, lançou uma nota falando sobre o Desafio da Boneca Momo e pedindo para que os pais tenham maior atenção com as crianças.
 “Alertamos os pais e ou responsáveis a estarem cada vez mais próximos de seus filhos e atentos a essa armadilha virtual, que ameaça as crianças e adolescentes, usando de sua inocência, aterrorizando as famílias e retirando a paz da sociedade”, diz trecho da nota.
FONTE EXPRESSOCAREA
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