As intenções dos jovens vieram à tona depois que atitudes suspeitas e conteúdos gravados foram divulgados em contas do Instagram. A própria escola tomou ciência dos planos por meio dessas postagens, o que levou à descoberta do caso e à consequente investigação.
Discursos de ódio e apologia ao nazismo: A dupla propagava discursos de ódio contra mulheres, negros e gays, além de fazer apologia ao nazismo por meio de um site criado por eles mesmos.
Os jovens também utilizavam o TikTok para impulsionar vídeos ligados aos planos do massacre, fazendo uso de estratégias de marketing digital para aumentar o alcance do site. Algumas contas chegaram a ser banidas pela plataforma justamente por conta do discurso de ódio.
Em um dos vídeos, eles mandam recados aos colegas de escola, ofendendo aqueles que supostamente teriam praticado bullying contra eles:
“Talvez o que aconteça seja culpa de vocês. Somos os revolucionários, somos os nazistas, ‘pá’”, disse um deles.
Símbolos nazistas e ataques gravados: Os adolescentes faziam constantes referências a símbolos nazistas. Em uma gravação, um deles desenha uma suástica na poeira de um violão e, em seguida, os dois aparecem saudando líderes do nazismo:
“Heil, Hitler! Morte aos judeus”, bradaram.
Em outra ocasião, desenharam um sol negro em uma praça pública, símbolo comumente associado ao movimento neonazista.
Identidade preservada: O portal Metrópoles informou que não divulgaria o nome da escola nem a região administrativa onde está localizada, para evitar disseminação de fake news e pânico na comunidade.
A identidade dos menores — incluindo rosto e voz — também foi preservada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Ação da polícia: Após a direção pedagógica descobrir o plano, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) foi acionada e iniciou as investigações. O caso segue sob apuração, e os adolescentes agora estão em acompanhamento psiquiátrico.
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