TSE prevê gasto de R$ 20 milhões com manutenção de urnas eletrônicas para eleições de 2026.


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu, nesta segunda-feira (29), licitação para contratar uma empresa responsável pela manutenção de urnas eletrônicas dos modelos 2013 e 2015. O investimento estimado é de cerca de R$ 20 milhões, valor necessário para garantir o funcionamento de aproximadamente 124.560 urnas, cujas garantias já expiraram.

Segundo o TSE, o objetivo é assegurar que os equipamentos estejam plenamente operacionais nas próximas eleições, corrigindo de forma ágil possíveis falhas que possam surgir. A medida busca reduzir riscos de defeitos durante pleitos oficiais (como eleições, plebiscitos e referendos) e até mesmo em votações suplementares e consultas não oficiais, como as promovidas por entidades de classe e conselhos profissionais.

Vida útil e substituição das urnas

A vida útil das urnas eletrônicas é de cerca de 10 anos, podendo ser prorrogada. No entanto, o contrato deverá prever a possibilidade de aposentadoria dos modelos a partir das eleições de 2026. A urna de 2013, inclusive, já poderia ter sido retirada de uso nas eleições municipais de 2024, enquanto o modelo de 2015 deve encerrar sua utilização em 2026.

De acordo com o documento assinado por Thiago Fini, assessor do TSE, o contrato de manutenção terá cláusulas que permitem a rescisão após as eleições de 2026, caso os equipamentos sejam definitivamente aposentados.

Próximos passos da licitação

A sessão pública para tratar da licitação está marcada para 14 de outubro. Até lá, empresas interessadas poderão apresentar propostas para assumir a manutenção do parque de urnas.

Com essa medida, o TSE busca garantir a confiabilidade do sistema eletrônico de votação, considerado referência internacional, além de evitar transtornos que possam comprometer a segurança e a agilidade do processo eleitoral. 









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