Novas denúncias foram registradas nesta sexta-feira (30) contra o médico e ex-professor de medicina Yuri Portela, preso sob suspeita de assediar sexualmente uma aluna em um centro universitário de Quixadá, no interior do Ceará. O Ministério Público do Ceará (MPCE) passou a receber relatos de possíveis outras vítimas após a divulgação do primeiro caso, ocorrida na noite da última quinta-feira (29).
De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barreto, ao menos duas novas denunciantes deverão ser acolhidas e ouvidas pela 1ª Promotoria de Justiça de Quixadá. As apurações estão sendo conduzidas sob sigilo, com o objetivo de preservar as vítimas e não comprometer o andamento das investigações.
Conforme as informações apuradas, o médico — que deixou o quadro de docentes da instituição há cerca de seis meses — teria se valido da posição de professor para oferecer vantagens acadêmicas e constranger uma aluna a manter relações sexuais. Ainda segundo a investigação, ele concedia acesso antecipado a avaliações e atribuía pontos extras à estudante.
“Estamos sempre de portas abertas para as vítimas, que podem procurar tanto o Ministério Público quanto a Polícia. A investigação segue em curso, e as conclusões das análises periciais serão encaminhadas à Promotoria”, afirmou o promotor em entrevista ao Diário do Nordeste.
Ainda segundo Bruno Barreto, o suspeito passou por audiência de custódia nesta sexta-feira, ocasião em que a prisão preventiva foi mantida. O mandado de prisão, solicitado pelo MPCE, foi cumprido na quinta-feira (29).
Em nota, a defesa do médico classificou a prisão preventiva como “desnecessária e desproporcional”. Os advogados Antônio Carlos Fernandes Pinheiro e Bruno Queiroz afirmam que Yuri Portela foi detido com base em “trechos isolados de conversas virtuais, analisados de forma descontextualizada”.







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