Com idades entre 22 e 28 anos, três técnicos de enfermagem são investigados por homicídio doloso qualificado após a morte de pelo menos três pacientes na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal.
Os suspeitos foram identificados como Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. De acordo com as investigações, Marcos Vinícius é apontado como o principal responsável pelos crimes. Ele teria administrado doses letais de medicamentos em pacientes internados com a intenção de provocar a morte. O técnico atuava na área há pelo menos cinco anos.
Em uma das situações, ao não conseguir o resultado esperado, Marcos Vinícius teria adotado uma conduta ainda mais extrema, injetando desinfetante diretamente na corrente sanguínea de uma das vítimas.
Marcela Camilly e Amanda Rodrigues são investigadas por negligência e possível coautoria. Segundo a Polícia Civil, Amanda trabalhava em outro setor do hospital, mas mantinha uma amizade antiga com Marcos. Já Marcela era recém-contratada e recebia orientações do colega sobre as rotinas do setor.
Em nota, o Hospital Anchieta informou que identificou irregularidades em três óbitos ocorridos na UTI e, diante da suspeita, instaurou uma investigação interna. Com a conclusão do procedimento administrativo, o hospital solicitou a abertura de inquérito policial.
Após a apuração inicial, os três técnicos de enfermagem foram demitidos. As famílias das vítimas foram comunicadas e receberam esclarecimentos considerados necessários de forma transparente, segundo a instituição.
A Polícia Civil também revelou que, em um dos casos, um técnico de 24 anos utilizou indevidamente o login de um médico para acessar o sistema do hospital e prescrever um medicamento incorreto. A substância foi retirada da farmácia e aplicada em três pacientes sem o conhecimento ou autorização da equipe médica. As aplicações ocorreram nos dias 17 de novembro do ano passado e 1º de dezembro. Para tentar ocultar a ação, o técnico ainda simulava tentativas de reanimação, realizando massagens cardíacas nas vítimas.







0 Comentários