Estudantes de uma escola da rede pública estadual em Fortaleza se mobilizaram contra casos de assédio sexual e moral na instituição. Os relatos descrevem um ambiente marcado por condutas abusivas vindas tanto de um professor quanto de outros jovens sobre alunas de diferentes séries.
Um protesto foi organizado no intervalo da última segunda-feira (2), no pátio da Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Maria Ângela da Silveira Borges, no bairro Praia do Futuro. Com cartazes e um microfone, um grupo de meninas expôs a situação para centenas de pessoas.
As denúncias não são recentes e ocorrem há pelo menos cinco anos. “Desde o meu primeiro ano isso vem sendo reclamado, mas só agora tomamos a iniciativa de fazer algo maior”, afirma uma das integrantes do movimento.
No caso mais antigo, um professor é acusado de enviar textos inapropriados para menores e usar estudantes do sexo feminino em exemplos de teor sexual durante as aulas. Ele teria chegado a sugerir um livro erótico para uma aluna que buscava recomendações de leitura.
Além do comportamento do professor, há registros de importunação sexual cometidos por alunos do sexo masculino. Um jovem chegou a gravar as partes íntimas de colegas sem consentimento.
Casos anteriores resultaram em transferências de alunos, mas a sensação de insegurança e falta de acolhimento pela gestão da unidade persiste no cotidiano escolar.
Em um grupo de WhatsApp com a presença das alunas, o professor se defendeu alegando que as denúncias são “situações totalmente inventadas” e não condizem com a realidade, “em que sempre respeitei todas as mulheres, seja na escola, ou em qualquer outro ambiente que frequento”.
O docente afirmou ainda que, “assim como não se pode assediar nenhuma
A Seduc declarou que, a partir do momento das denúncias, e em conjunto com a Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor), adotou “todas as providências necessárias” para que a apuração fosse feita de maneira eficiente e em conformidade com a legislação.







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