No último fim de semana de maio, um vídeo gravado num sítio isolado de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, tomou conta das redes sociais e virou assunto nos principais portais de notícias do país.
O influenciador Mayk Leão, conhecido por produzir conteúdo voltado ao resgate de animais, afirmou ter testemunhado a aparição de um objeto voador não identificado em sua propriedade — e o relato viralizou de forma impressionante.
Em menos de 48 horas, o perfil saltou de 40 mil para mais de 430 mil seguidores no Instagram e, hoje, já ultrapassa 1 milhão. A repercussão foi tanta que gerou nota oficial da Força Aérea Brasileira e dividiu a internet entre crentes, céticos e curiosos.
A FAB, por meio do DECEA, informou que no dia 31 de maio nenhum objeto foi identificado pelos radares de defesa aérea ou reportado por aeroportos locais. Mas isso não freou o debate. Pelo contrário: alimentou ainda mais a narrativa do encobrimento, tão cara ao imaginário ufológico.
Vale lembrar que o popular termo OVNI — Objeto Voador Não Identificado — ganhou nos últimos anos uma nova designação oficial, adotada principalmente pelos Estados Unidos: UAP, sigla em inglês para Unidentified Aerial Phenomena, ou Fenômenos Aéreos Não Identificados.
Ao trocar "objeto" por "fenômeno", a nova terminologia amplia o escopo das investigações, reconhecendo que nem tudo que é visto no céu tem necessariamente forma sólida ou origem tecnológica. É a linguagem da ciência tentando alcançar o que ainda não consegue explicar.







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