Moraes fala em ‘falta grave’ e pede análise da PGR sobre prisão de Bolsonaro após arma apreendida

 


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise se a apreensão de uma arma de fogo do ex-presidente Jair Bolsonaro pode afetar sua prisão domiciliar.

"Comete falta grave o condenado à pena privativa de liberdade que 'possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem'", expressa trecho da solicitação do magistrado, expedida nesta quarta-feira (24).

APREENSÃO EM BLITZ

Arma de fogo de propriedade de Jair Bolsonaro foi apreendida na noite do dia 15 de junho, durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Conforme a decisão de Moraes, a arma foi apreendida às 23h30 quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga.

Durante a abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.

Na blitz, os policiais localizaram um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista, que afirmou ter recebido a arma por causa de uma pane, foi conduzido para a delegacia. Ele disse que pegou a pistola na segunda (15), para realizar reparo, e que devolveria o item ainda já nesta terça-feira (16).

Desde o dia 24 de março, Bolsonaro está em prisão domiciliar humanitária. Na data, ele deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

DEPOIMENTO EM PRISÃO

No dia 19 de junho, Moraes autorizou que agentes da Polícia Civil do Distrito Federal colhessem depoimento de Jair Bolsonaro. O ex-presidente deveria se pronunciar sobre a arma de fogo.

Porém, Moraes determinou que o depoimento fosse colhido de forma presencial, na tarde da terça-feira (23).


Postar um comentário

0 Comentários