Ciro Gomes faz lançamento oficial da candidatura ao Governo do Ceará neste sábado (1°)



 O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) reúne aliados, na tarde deste sábado (1º), no Marina Park Hotel, para um ato público de lançamento da chapa ao Governo do Ceará. A candidatura liderada pelo tucano já havia sido homologada pelo partido em 20 de julho, mas o evento deste fim de semana será usado para dar o tom da campanha e como demonstração de força da aliança oposicionista.

Ciro deve subir ao palco acompanhado do candidato a vice-governador, Roberto Cláudio (União Brasil), e dos dois candidatos ao Senado apoiados pela chapa, Capitão Wagner (União Brasil) e Alcides Fernandes (PL).


Essa é a primeira eleição em que as maiores alas oposicionistas do Ceará se unem para derrotar o governador Elmano de Freitas (PT). No último pleito, Ciro, Wagner e aliados de primeira ordem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já integravam campos contrários ao PT, mas concorreram em chapas diferentes.


Aliança com Tasso Jereissati

Ex-senador e principal fiador do retorno de Ciro ao PSDB, Tasso Jereissati afirmou que o correligionário é o “único que pode dar uma reviravolta” no equilíbrio de forças políticas do Ceará.

A dois meses da eleição, Ciro aparece em vantagem na disputa, conforme mostrou a segunda rodada da pesquisa Quaest divulgada na última quinta-feira (30). No cenário estimulado de primeiro turno, o tucano tem 43% das intenções de voto, enquanto Elmano registra 33%. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais.

Ciro volta à disputa estadual após derrotas presidenciais

A eleição deste ano também representa uma nova investida na trajetória política de Ciro. Sem exercer cargo eletivo há mais de 15 anos, o tucano vem de duas derrotas consecutivas na disputa pela Presidência da República.

Em 2018, ele terminou o primeiro turno na terceira colocação. Quatro anos depois, ficou em quarto lugar na eleição nacional e também foi derrotado no Ceará. O resultado ocorreu em meio ao racha do grupo político que ajudou a construir no Estado — inclusive com o rompimento político entre ele e o irmão, o senador Cid Gomes (PSB) .


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