Indicada na chapa de Elmano, Luizianne diz que diferenças ficam no passado: 'O que me cabe é somar'

 


Confirmada como candidata ao Senado na chapa governista liderada pelo governador Elmano de Freitas (PT), a deputada federal Luizianne Lins (Rede) afirmou que as divergências apontadas por ela nos últimos anos com integrantes do grupo político, principalmente com o senador Camilo Santana (PT), ficarão em segundo plano durante a campanha eleitoral.

A parlamentar foi anunciada no fim da tarde desta quarta-feira (5) como ao Senado da base governista. Ela fará dobradinha com o senador Cid Gomes (PSB), que concorrerá à reeleição. O ex-secretário da Casa Civil Chagas Vieira (PDT) também foi anunciado na composição. Ele será o primeiro suplente da ex-prefeita de Fortaleza.

A definição ocorreu após uma reunião entre Luizianne e Elmano na tarde desta quarta-feira. No fim do encontro, também se juntaram à dupla o senador Camilo Santana, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), e Chagas Vieira (PDT).

Luizianne lançou a candidatura ao Senado pela Federação Psol-Rede no último dia 30 de julho. À época, ela havia anunciado que manteria a chapa mesmo que não recebesse apoio dos petistas. 

Relação com Camilo

Um dos quadros mais tradicionais do PT do Ceará, Luizianne deixou a legenda em abril deste ano após 37 anos de filiação. Ao sair, a deputada fez críticas à condução do partido no Estado e às decisões tomadas pelo grupo liderado por Camilo Santana. A então petista também encontrou resistência de viabilizar a candidatura ao Senado na sigla, o que impulsionou sua saída.

Agora candidata pela Rede, Luizianne evitou dizer que todos os conflitos foram superados, mas afirmou que eles poderão ser reavaliados ao longo do tempo.

"Essas questões, agora, vão ficar sem luz sobre elas porque nós temos outras tarefas. E, como eu digo, a vida segue, eu acho que algumas coisas são reencontradas, reavaliadas, repensadas. Então, não me cabe ficar fazendo julgamento porque, se a gente fosse botar um retrovisor, não escapa ninguém", disse.

Relação com Elmano de Freitas

Segundo a parlamentar, as tratativas para alinhar o apoio da base governista a sua candidatura contou com a participação direta do presidente Lula. Ela ressaltou que o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), estava no Ceará autorizado a falar em nome do presidente. 

Conforme a deputada, caso não fosse incluída na composição oficial, Lula defendia que sua candidatura independente funcionasse como um segundo palanque para a campanha presidencial no Ceará. Luizianne reconheceu que a disputa eleitoral será difícil e classificou a campanha como “desafiadora”. Ela também afirmou que a chapa pretende evidenciar as diferenças em relação à oposição.


Postar um comentário

0 Comentários