Motorista do ônibus que tombou e matou sete atletas de basquete em Tauá é indiciado por três crimes

 


Leandro da Silva, de 35 anos, mtotorista do ônibus que tombou e matou sete integrantes de uma equipe de basquete em Tauá, no Interior do Ceará, foi indiciado pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE). A investigação apontou que ele deve responder por homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, além de lesão corporal.

O acidente aconteceu na madrugada de 15 de junho, na CE-187, nas proximidades do distrito de Santa Teresa. O ônibus transportava mais de 40 pessoas que retornavam para Juazeiro do Norte após uma competição de basquete em Sobral.

Segundo a Polícia Civil, as diligências foram realizadas para esclarecer as circunstâncias do acidente e as responsabilidades envolvidas. Com o encerramento do inquérito, o procedimento foi remetido ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.

O indiciamento é uma conclusão da investigação policial e não representa condenação. A eventual responsabilidade criminal de Leandro será analisada pela Justiça.

O que aconteceu com o motorista

Após o tombamento, Leandro recebeu atendimento médico e foi levado para uma unidade de saúde. Ele deixou o hospital durante o atendimento e, posteriormente, compareceu à Delegacia de Tauá acompanhado de um advogado.

Em depoimento, o motorista afirmou que tentou desviar de um animal que teria surgido repentinamente na pista. Ele também foi submetido ao teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para álcool.

A versão apresentada por Leandro passou a fazer parte da investigação sobre as circunstâncias do tombamento. Com a conclusão das diligências e a análise dos elementos reunidos, a Polícia Civil decidiu pelo indiciamento.

Como ocorreu o acidente

O ônibus seguia pela CE-187 com destino a Juazeiro do Norte quando tombou por volta das 3h20. O veículo transportava integrantes das equipes Sub-15 e Sub-19, além de membros da comissão técnica.

O acidente deixou sete mortos e dezenas de feridos. Entre as vítimas fatais, seis eram atletas e uma integrava a comissão técnica.


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