A Polícia Civil do Ceará (PCCE) investiga a circulação em redes sociais de comunicados da facção criminosa Comando Vermelho (CV) suspendendo distribuidoras de vender água em Fortaleza. A corporação apura ameaças e extorsões relacionadas ao caso. Os conteúdos foram compartilhados nessa segunda-feira (2).
As mensagens foram direcionadas para comerciantes de água de, pelo menos, três regiões da Capital: comunidade da Rosalina, no bairro Parque Dois Irmãos, no bairro Bela Vista, Pan-Americano e adjacências.
Nas mensagens, o grupo criminoso ordena que os comerciantes paralisem a distribuição de água sob ameaça em caso de descumprimento. O Diário do Nordeste tentou contato com pelo menos quatro distribuidoras das regiões.
Apenas um comércio confirmou que a distribuição de água estava paralisada nesta terça-feira (3), e que retornaria a partir desta quarta-feira (4).
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que a Polícia Civil do Ceará investiga o caso por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).
Além disso, o órgão disse que equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) realizam ações preventivas e ostensivas e que os setores de Inteligência auxiliam os trabalhos policiais e direcionam as ações de policiais civis e militares.
População de Banabuiú compra água sob escolta policial
O caso aconteceu após comerciantes de distribuidoras do município de Banabuiú serem ameaçados pelo CV a vender água. A facção estaria exigindo uma taxa para a venda de água na região. As empresas estariam fechadas há cerca de uma semana por medo de represálias da facção.
A população do município segue comprando garrafões sob escolta policial nesta terça-feira (3) desde da operação articulada entre Polícia Militar do Ceará (PMCE), Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e Prefeitura Municipal.
Na sexta-feira (30), os órgãos viabilizaram o fornecimento de água mineral para os moradores do município. Cerca de mil garrafões foram levados pela Cagece ao município.
No fim de semana, o prefeito Marcílio Coelho informou que a força-tarefa segue enquanto as distribuidoras locais não retomarem o funcionamento normal. O gestor disse que as ameaças aos comerciantes começaram na semana passada.

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