quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Família foi reconhecer corpo, deu apoio a suspeito e terminou presa



Após receber a notícia da perda de um ente querido, família veio ao Ceará, deu "carona" a um suspeito de tentar assaltar os bancos em Milagres e passou a integrar um dos episódios mais tristes da história do Estado 


  

Em meio às várias narrativas ligadas às mortes de 14 pessoas em Milagres, o sobrenome Serafim da Silva se destaca. A família inclui uma mãe e seus dois filhos, além da sua nora. Participam desse núcleo da história ainda um vizinho e outro homem. As versões contadas por eles à Polícia - obtidas pelo Sistema Verdes Mares (SVM) - se contradisseram e implicaram na perda de liberdade da família. 
Mackson Junio Serafim da Silva, o 'Júnior Xuré', de 26 anos, natural de Capela (Sergipe), foi um dos oito suspeitos de participarem da tentativa de assalto às agências bancárias e que terminaram mortos, no dia 7 de dezembro deste ano. Ele morava em Delmiro Gouveia (Alagoas) e já tinha sido preso por tráfico de drogas, em Paulo Afonso (Bahia). A sua trajetória acabou em um suposto confronto com a Polícia, quando tombou dentro de uma residência, na localidade de Campo Agrícola, em Milagres. Assim como as outras pessoas mortas, o corpo de Mackson ainda foi levado ao hospital pelos policiais.
A história dessa família não termina por aí. Um carro, com a mãe, o irmão e a companheira de Mackson, além de um vizinho, saiu de Delmiro Gouveia por volta de 11 horas, com destino ao Ceará. Os quatro ocupantes do veículo que viria a ser abordado alegaram que o objetivo da empreitada era apenas reconhecer o corpo do ente querido morto. Mas para os investigadores, eles queriam dar apoio à fuga de outro suspeito de integrar a quadrilha interestadual. A reportagem apurou que uma das táticas do bando era manter familiares por perto da ação criminosa para auxiliarem a fuga e simularem uma viagem em família.
Na noite daquela sexta-feira (7), uma equipe do Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE) abordou um Fiat Strada na CE-293 (que liga os municípios de Juazeiro do Norte a Milagres), prendeu cinco pessoas e apreendeu um carregador municiado de Ponto 40 e uma pequena quantidade de maconha. Era a família de Mackson e um suspeito de participar do tiroteio.

Depoimentos

Geronilma Serafim da Silva, a mãe, afirmou em depoimento à Delegacia Regional de Brejo Santo que tomou conhecimento da morte do filho pela internet e foi atrás do corpo dele em Juazeiro do Norte, onde foi informada que precisava passar justamente pela Delegacia. Alegou em depoimento que, no caminho para Brejo Santo, ela e os outros ocupantes do veículo resolveram dar carona a um rapaz que ela nunca tinha visto na vida - que seria o dono da munição e da droga.
Jaine Pereira Nogueira, a companheira de Mackson, grávida de dois meses, também disse que não conhecia o homem que recebeu a carona. Mesmo assim, ela teria guardado uma sacola com cerca de 40 munições dentro das calças, que seria do "desconhecido". O material foi localizado apenas na Delegacia, quando um policial desconfiou do comportamento nervoso da mulher e questionou se ela queria mostrar algo. Denilson Moreira da Silva, o irmão, começou a comprometer a tese da família de que havia um total desconhecido entre eles.
No depoimento, ele revela que recebeu uma mensagem em seu aparelho celular, daquele homem, pedindo ajuda. Porém, nega que o conheça ou mesmo já tenha o visto. Mas o contato do "desconhecido" estava salvo no celular com o nome de 'Bro' (gíria reduzida de "brother", que significa "irmão" em inglês).
Girlan Araújo Santos, o vizinho, informou à Polícia que é motorista e fez um favor de dirigir o veículo da família Serafim da Silva até o Ceará, para resolver a liberação do corpo, porque ninguém era habilitado. Mas não sabia quem era o homem que entrou no carro, nem da posse de ilícitos. A defesa pediu pela liberdade provisória dos quatro suspeitos, já indiciados, mas a Justiça manteve a prisão em audiência de custódia na última terça-feira (18).

Resgatado 

O homem que supostamente recebeu a "carona" do grupo é Erivan Jesus da Luz, natural de Paulo Afonso. Para os investigadores, ele é um dos integrantes da quadrilha interestadual que ia assaltar os bancos.
No depoimento, Erivan desmentiu os outros depoentes, confessou que conhecia Denilson e Girlan, e acrescentou que foi chamado para a viagem - ao contrário das versões de que ele pediu uma carona na estrada. Porém, negou que tenha mandado mensagens para o celular de um dos homens. Como também rejeitou a posse dos ilícitos encontrados dentro no veículo e a suspeita de tentativa de roubo.
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