O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (17) a saída de Celso Sabino do comando do Ministério do Turismo. A decisão ocorreu após o União Brasil, partido responsável pela indicação do ministro, solicitar a devolução do cargo depois que Sabino foi expulso da legenda por infidelidade partidária. O anúncio foi feito ao final da última reunião ministerial do ano, em Brasília.
Para substituir Sabino, o governo escolheu Gustavo Feliciano, indicado pelo União Brasil. A escolha foi confirmada pelo senador Efraim Filho (União-PB), líder da sigla no Senado. Gustavo é filho do deputado federal Damião Feliciano (União-PB), parlamentar influente na Câmara e um dos coordenadores das bancadas evangélica e negra. O nome foi negociado com setores governistas do partido e contou com o aval do presidente nacional da legenda, Antônio de Rueda.
A mudança no ministério ocorre em meio ao afastamento político do União Brasil em relação ao governo federal. Em setembro, o partido aprovou uma resolução que determinava a saída de seus filiados de cargos no Executivo, sob risco de punições internas. Sabino, no entanto, decidiu permanecer à frente do Turismo, contrariando a orientação da cúpula partidária, o que resultou em sua expulsão no fim de novembro.
A nomeação de Gustavo Feliciano é interpretada como um gesto de aproximação do presidente Lula com o eleitorado evangélico, considerado estratégico pelo governo. Já Celso Sabino deixa o ministério de olho nas eleições do próximo ano, quando pretende disputar uma vaga no Senado.







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