O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o processo de liquidação do Banco Master pode representar a maior fraude bancária já registrada no Brasil. De acordo com ele, a atuação do Banco Central (BC) foi necessária e tecnicamente consistente diante das irregularidades detectadas, sobretudo em operações bilionárias relacionadas à venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), que totalizam R$ 12,2 bilhões.
Haddad ressaltou que mantém contato diário com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e assegurou o apoio institucional do Ministério da Fazenda às medidas adotadas pela autoridade monetária. O ministro também destacou que o caso tem ligação com outras apurações em andamento, como a Operação Carbono Oculto, que investiga esquemas de fraude tributária, lavagem de dinheiro e a atuação de organizações criminosas no setor de combustíveis.
Além disso, Haddad informou que tem dialogado com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, para harmonizar a atuação fiscalizatória do órgão com a autonomia do Banco Central. Após reunião entre as instituições, o BC retirou o recurso contra a decisão que autorizou uma inspeção do TCU relacionada ao caso do Banco Master, sinalizando alinhamento entre os órgãos na apuração de responsabilidades e na busca por eventual ressarcimento aos cofres públicos.







0 Comentários