O suplente de deputado estadual Pedro Lobo anunciou, nesta sexta-feira (20), sua desfiliação do Partido dos Trabalhadores. A decisão foi tomada poucos dias depois de ele ter sido preso sob suspeita de importunação sexual e liberado em seguida, após audiência de custódia. Em carta publicada nas redes sociais e enviada à direção estadual da legenda, o suplente afirma que optou por deixar o partido diante de um “cenário de pré-julgamento e ausência de escuta”.
O documento é direcionado ao presidente estadual do PT no Ceará, Antônio Alves Filho, conhecido como Conin. No texto, Lobo comunica formalmente sua saída e manifesta pesar pela decisão. “Solicitei no dia 19 de fevereiro de 2026 minha desfiliação não como rompimento com as ideias que sempre defendi, mas como um gesto de respeito à minha trajetória e de compromisso com o projeto coletivo”, escreveu.
Na carta, o suplente destaca seus mais de 20 anos de militância na sigla, período em que atuou como dirigente municipal e estadual, exerceu dois mandatos como vereador no Crato, presidiu o diretório municipal e ocupou cadeira na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
Lobo afirma ainda ter sido alvo de “uma campanha cruel e injusta de desmoralização” e sustenta que as acusações “não correspondem à verdade”, garantindo que os fatos serão esclarecidos na Justiça. Ele também criticou o que classificou como uma condenação antecipada dentro do próprio partido. “Antes mesmo do direito à ampla defesa, do contraditório e da escuta, tenho sido julgado e condenado politicamente”, declarou.
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