Uma conta bancária em nome do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, movimentou R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025. Os dados constam em quebra de sigilo bancário do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, obtida com exclusividade pela coluna da jornalista Andreza Matais.
A conta analisada pertence à pessoa física de Lulinha e está vinculada ao segmento Estilo do Banco do Brasil, em uma agência localizada na São Paulo.
De acordo com investigadores, a quebra de sigilo representa apenas uma parte da análise financeira envolvendo o empresário. O panorama completo deve surgir a partir do exame de outras contas bancárias, tanto pessoais quanto ligadas às empresas dele.
Do total de R$ 19,3 milhões movimentados no período, cerca de metade — R$ 9,66 milhões — corresponde a créditos recebidos. O restante foi destinado a pagamentos e transferências para outras contas.
O maior volume de transações ocorreu em 2024, segundo ano do atual governo Lula, quando foram movimentados R$ 7,2 milhões. Em 2025, o valor caiu para R$ 3,3 milhões. Já em 2026, até 30 de janeiro, a movimentação registrada foi de R$ 205.455,96.
As características das operações indicam que a conta funciona principalmente para investimentos. Grande parte dos valores recebidos tem origem em empresas ligadas ao próprio Lulinha, rendimentos de aplicações financeiras e transferências de terceiros.
Entre as principais fontes de recursos estão as empresas LLF Tech Participações, responsável por R$ 2,37 milhões em repasses, e G4 Entretenimento e Tecnologia, que transferiu cerca de R$ 772 mil no período. O restante dos valores é majoritariamente proveniente de rendimentos de aplicações financeiras.
Lulinha é investigado por suspeita de ligação societária com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado como um dos principais investigados no escândalo conhecido como “Farra do INSS”, que envolve descontos ilegais em aposentadorias revelados pelo portal Metrópoles.
A defesa do empresário nega qualquer relação com o chamado “Careca do INSS” ou com os descontos indevidos em benefícios previdenciários. Segundo os advogados, Lulinha prestará esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal, instância responsável pela investigação.







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