Cearense vítima de tentativa de estupro em SP recebeu relatos de três mulheres atacadas por acusado

 


A nutricionista cearense Jéssica Soares, de 35 anos, vítima de uma tentativa de estupro em Barueri, na Grande São Paulo, neste sábado (6),  contou ter recebido relatos de outras vítimas do homem que invadiu seu apartamento, no dia 23 de maio, enquanto ela dormia.

Segundo Jéssica, três mulheres lhe procuraram por meio do seu perfil no Instagram para lhe contar que foram vítimas de estupros praticados por Wellington de Oliveira Santos, indiciado pelos crimes de tentativa de estupro, lesão corporal e violação de domicílio em razão do episódio recente.

Ao que disse a entrevistada, ela acredita que mais pessoas também foram alvo do criminoso e não tiveram coragem de denunciar. A defesa do preso não foi localizada pela reportagem.

Neste sábado, ela voltou para Fortaleza e reencontrou sua família. "É aqui que eu recarrego minhas energias, é no meu canto, é com os meus", disse Jéssica em entrevista à TV Verdes Mares, no retorno à capital cearense.

Suspeita de que caso seria 'fita dada'

Jéssica também afirmou que, quando tudo ocorreu, Wellington falou que "era fita dada" (informações teriam sido dadas por outra pessoa) e que já monitorava ela. Durante a ação, segundo contou, o homem tentou lhe asfixiar.

No entanto, ela disse não saber o motivo pelo qual o agressor demonstrava não saber seu nome. "Ele ficava perguntando: 'me fale seu nome, qual é o seu nome?'", contou.

Para conseguir escapar do autor do crime, ela aplicou golpes de defesa pessoal contra ele e saiu em busca de ajuda pelos corredores do prédio em que morava. Imagens de câmera de segurança flagraram toda a movimentação, inclusive a invasão do condomínio por Wellington.

Ele, que é ajudante geral, tem 37 anos e foi preso em flagrante por conta da ocorrência envolvendo a cearense. Durante audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva. O acusado já tem uma condenação por estupro em 2015 e estava em livramento condicional desde julho de 2021.

Além disso, havia uma medida protetiva de urgência ativa em favor de outra mulher quando praticou os novos crimes. A defesa dele não foi localizada pela reportagem.

A ficha criminal de Wellington contém ainda outros registros anteriores, conforme noticiou a CNN Brasil, como um termo circunstanciado por lesão corporal junto a uma delegacia de Guarulhos, em 2018 (posteriormente arquivado), e uma passagem como adolescente infrator em 2004.

Como denunciar casos de violência contra a mulher

Em casos de violência contra a mulher, a prioridade é garantir a segurança da vítima e agir rapidamente buscando os canais oficiais de proteção. Se a agressão estiver ocorrendo no momento ou houver risco iminente, deve-se ligar imediatamente para a Polícia Militar pelo número 190. 

Para realizar denúncias de violências passadas ou recorrentes, buscar acolhimento psicológico, ou receber orientações jurídicas de forma totalmente gratuita e sigilosa, o canal adequado é o Ligue 180, disponível 24 horas por dia. 

Em casos de violência sexual, a ação imediata é fundamental tanto para a proteção da saúde da vítima quanto para a coleta de provas materiais. O primeiro passo é procurar uma unidade de saúde de referência o mais rápido possível para receber a profilaxia contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e a contracepção de emergência.

Após ou conjuntamente ao atendimento médico, deve-se registrar o Boletim de Ocorrência na delegacia especializada ou em qualquer delegacia comum, que fará o encaminhamento para o exame de corpo de delito.


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